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Falta de inteligência
Quem entrou no meu blog ontem, durante o dia, percebeu que os posts estão diferentes, pois é, por incopetência eu os perdi e acabei colocando outros sobre o mesmo tema, mas no do Invasões não tem mais nada escrito por mim. Os comentários que tinham deixado também foram perdidos. Não deixem de visitar e comentar, um grande abraço!
***The Clash-I Fought the Law***
Escrito por !!!!!aNoTheR bOy!!!!! às 14h50
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Yes! Nós temos Bananada!!!!
A Bananada desse ano foi foda! Apesar de não ter sido a melhor que fui, destaque para o Shakemakers, Dr. Cascadura, Señores(não me agrada muito mais valeu por Blitzkrieg Bop e Sheena is a Punk Rocker), Plereboi Não Sei(acho que esse foi o mais agitado de todo o festival, o palco Ambiente quase caiu quando eles tocaram Breat on the Breat) e o inigualavel Wander Wildner. O MQN não fez um bom show se comparado com o histórico do Noise do ano passado e o Seabra foi uma decepção! A propaganda em cima das músicas da Plebe e do Clash foi grande, e ninguém ficou ali até três da matina para ouvir um punk sem pegada, cantado em inglês, e sim Minha Renda e Train in Vain, fazer o que? No final restou lata na cara do protagonista e um "Quer ouvir hit vai ouvir rádio" para os que ainda resistiam(como eu). Tretas a parte, foi um bom festival, que venha o Goiania Noise!!!!

Tá ai uma foto nossa que saiu no Cybergoiás. Da esquerda para a direita, Bruno, Kunihi, eu, um amigo do Kunihi e o Rodrigo.
***Wander Wildner-Lugar do Caralho***
Escrito por !!!!!aNoTheR bOy!!!!! às 14h44
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O Declínio do Império Americano continua....com as Invasões Barbáras
"Esqueça as continuações caça-níqueis da matriz. Se você quer ver um filme que faça pensar, invista seu dinheiro e tempo em As Invasões Bárbaras.
O filme canadense... bem, na verdade se trata de um filme do Quebec, região francófona que há anos tenta tornar-se independente do Canadá, o filme recebeu os prêmios de melhor roteiro e melhor atriz (Marie-Josée Croze) em Cannes e concorreu na Palma de Ouro de 2003.
As Invasões Bárbaras retrata um drama pessoal para representar a desconstrução de ideologias nas mudanças do todo. Pode-se dizer que este filme é primo de Kolya, obra tcheca que retrata o encontro de um músico com um garoto russo através do acaso. Uma analogia à morte e ao novo, ao fim do comunismo e ao começo de uma nova república. Em As Invasões Bárbaras, o confronto pessoal de ideologias está no reencontro de um pai e seu filho. Se Kolya tratava do mundo pós-queda-do-muro, As Invasões Bárbaras questionam o mundo pós-queda-das-torres.
Rémy (Rémy Girard), mesmo personagem de "O Declínio do Império Americano - Le Déclin de L'Empire Américain" de 1986, é um professor universitário que está com uma doença terminal. Internado num hospital público ele espera a volta de seu filho Sébastien (Stéphane Rousseau) que opera numa financeira em Londres.
O choque entre o baby boomer que acreditou e desacreditou em todos os ismos de sua época com o yuppie é inevitável. Apesar disso, Sebastian faz de tudo para melhorar os últimos dias do pai. Remove-o do leito compartilhado e evita ainda que volte para o corredor do hospital.
Paciente no corredor? Mas o filme por acaso é brasileiro? Não se esqueça que, mesmo não sendo um país independente, o Quebec também faz parte da América Católica. Estatização, sindicatos corruptos, policia despreparada e religiosidade fazem do Quebec um país distante mas muito parecido com restante da América Latina.
Sebastian, após uma briga com um pai, reflete sua condição de futuro órfão. Ele corre contra o tempo para que Rémy tenha um final digno. Para isso, ele tem de subornar o sindicato e a direção do hospital para melhorar a sua estadia e consegue a conivência da polícia para comprar heroína para aliviar o sofrimento de seu pai, procedimento indicado por uma amigo medico. Possibilita ainda, sua irmã se comunicar com o pai; paga a visita de alunos que esnobaram Rémy em sua despedida da universidade por motivos de saúde e convoca os amigos antigos para fazer-lhe companhia.
O grupo de amigos e parentes que passa os últimos dias com Rémy, é formado por professores, antigas amantes, a ex-mulher e um casal gay. Nestes encontros são memoráveis os diálogos da geração que acreditou nas mudanças e que agora convive com guerras preventivas em nome da paz.
O filme questiona em doses variadas o antiamericanismo, o holocausto indígena, a eutanásia, a globalização, a discriminação das drogas e principalmente a permanência dos valores, os quais estão acima de qualquer ideologia. Principalmente a amizade entre pais e filhos que o dinheiro não compra. Parece propaganda mas não é.
Remy apega-se à vida e tem saudade desta antes mesmo de deixá-la. Saudade das conquistas, mulheres e ideologias.
Os homens passam e as obras ficam. Esta é a mensagem do filme As Invasões Bárbaras. E a saída está nas estantes para afugentar o fascismo velado nas primeiras leituras. Apesar de toda a burrice, de todos os fascilosófos dizendo que não há saída, apesar disso tudo, a sensibilidade e bom gosto sempre resistirão."

***Tool-Sober***
Escrito por !!!!!aNoTheR bOy!!!!! às 14h13
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O Grande Irmão zela por ti......
O mais famoso dos romances de George Orwell foi escrito dois anos antes da morte do autor. Tuberculoso, sabendo que o fim se aproximava, lutou contra o tempo para colocar no papel sua visão de um mundo que o desapontava e caminhava perigosamente para o oposto de todos os sonhos de fraternidade e solidariedade dos antigos socialistas. A obra retrata o mundo dividido em três grandes superestados: Eurásia, Lestásia e Oceania. Em uma ou outra aliança, esses três superestados estão em guerra permanente. O objetivo da guerra, contudo, não é vencer o inimigo nem lutar por uma causa, mas manter o poder do grupo dominante. O enredo, sob a perspectiva da Oceania, mostra como teletelas permitem que o chefe supremo do Partido, o Grande Irmão - o Big Brother no original inglês -, vigie os indivíduos e mantenha um sistema político cuja coesão interna é obtida não só pela opressão, mas também pela construção de um idioma totalitário, a Novilíngua, que, quando estivesse completo, impediria a expressão de qualquer opinião contrária ao Partido. Nessa metáfora sobre o poder e as sociedades modernas, Winston Smith, obscuro funcionário do Ministério da Verdade de Oceania, incentivado pelo seu amor por Júlia e por um membro do Partido Interno, O'Brien, passa da indiferença à rebelião contra a sociedade em que vive. Acaba por descobrir, principalmente depois que é levado ao aterrorizante Quarto 101, que tomou um caminho sem volta.

Essa foto acima é a capa da edição comemorativa do 1984, lançada ano passado, esperaram eu comprar uma edição de 1900 e antigamente para lança-la, mas indiferente a capa o conteúdo é o mesmo. Bom, mas quem não tem corre lá e compra, vale muito a pena, um dos melhores livros que li.
George Orwell por George Orwell
“O meu ponto de partida é sempre um sentimento de partilha, uma noção de injustiça. Quando me sento para escrever um livro, não digo para mim 'vou produzir uma obra de arte'. Escrevo porque existe alguma mentira para ser denunciada, algum fato para o qual quero chamar a atenção, e acredito sempre que vou encontrar quem me ouça. Mas não seria capaz de escrever um livro ou um longo artigo de revista se não existisse nisso também uma experiência estética.”
“Servi na polícia das Índias durante cinco anos, ao longo dos quais passei a odiar o imperialismo, ao qual eu próprio servia, com uma força que ainda hoje não sei explicar.”
“Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre.”
***The Who-My Generation***
Escrito por !!!!!aNoTheR bOy!!!!! às 21h00
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